1º Seminário de Treinadores em Bissau

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“O FUTEBOL É ELO DE UNIÃO NA GUINÉ-BISSAU”

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“O ANDEBOL SERVE DE MODELO PARA OUTRAS MODALIDADES ANGOLANAS”

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Confederação Lusófona de Treinadores aprova Modelo de Formação de Treinadores para a CPLP

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“O TREINADOR É PEÇA CHAVE NA FORMAÇÃO DA JUVENTUDE”

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Secretário de Estado inaugura 2.ª reunião da Confederação Lusófona de Treinadores

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Quadro de Referência Internacional para a Formação de Treinadores

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1º Seminário de Treinadores em Bissau

 

A Confederação Lusófona de Treinadores apoiou a realização do 1º Seminário de Treinadores que se realizou dia 29 de Abril de 2019, em Bissau, uma parceria entre a Federação de Andebol de Portugal, a Federação de Andebol da Guiné-Bissau e a Confederação de Treinadores da Guiné-Bissau.

Este Seminário envolveu 24 Treinadores de diversas modalidades intervindo como preletores, o Selecionador Nacional Paulo Félix, acompanhado pelo Treinador Paulo Gouveia ambos da Federação de Andebol de Portugal.

O Seminário realizou-se no âmbito do primeiro estágio da Seleção Nacional Masculina de Andebol de Praia da Guiné-Bissau, a 27 e 28 de Abril, uma cooperação institucional entre a Federação de Andebol de Portugal e a Federação de Andebol da Guiné-Bissau.

“O FUTEBOL É ELO DE UNIÃO NA GUINÉ-BISSAU”

Herculano Cubaba representou a Guiné-Bissau na segunda reunião da Confederação Lusófona de Treinadores e fala do futuro com esperança

Herculano Cubaba, treinador de futebol, tem um sonho para a sua Guiné-Bissau: fazer com que a trégua política vivida em 2017 a propósito da presença da seleção de futebol do país na CAN disputada no Gabão passe a ser uma realidade do dia-a-dia e não um acontecimento esporádico.

“Naquele período, até os políticos com ideias diferentes, como eram o presidente José Mário Vaz e o primeiro-ministro Umaro Emboló, deixaram de parte as suas divergências para apoiarem a nossa seleção na sua primeira participação de sempre na fase final da CAN”, recorda Herculano Cubaba, que há dias esteve em Lisboa para participar na segunda reunião da Confederação Lusófona de Treinadores.

Aos 47 anos de idade, Cubaba está num período de pausa na sua carreira de treinador, mas não desiste da mesma.

“Pelos nossos estatutos da Associação dos Treinadores de Futebol da Guiné-Bissau, o presidente não pode exercer o cargo em equipas das duas primeiras divisões nacionais. Por isso, depois de ter sido eleito pela primeira vez em 2013, ponderei não avançar para o segundo mandato, mas acabei por aceitar depois de um abaixo assinado de mais de 120 colegas mo terem pedido”, recorda Herculano Cubaba.

Os primeiros passos da carreira foram incentivados por José Mourinho, esse mesmo, a tal ponto que Cubaba também é conhecido como o Mourinho da Guiné-Bissau. “Tive, até agora, uma carreira rica de experiências. Trabalhei em clubes pequenos, noutros de maior dimensão, mas sempre com a mesma vontade de aprender, crescer, ganhar conhecimentos e, claro, ganhar”, sublinha Cubaba.

Ao longo dos anos, mas em especial desde que assumiu a liderança na Associação dos Treinadores de Futebol do seu país, Herculano Cubaba tem feito do aperfeiçoamento profissional a sua bandeira.

“A formação é fundamental para a consolidação da carreira de treinador e infelizmente até há pouco tempo grande parte dos treinadores da Guiné-Bissau não tinham formação específica. Temos trabalhado no sentido de sensibilizar as pessoas, mas também os clubes, entidades federativas e o Governo no sentido de serem criadas melhores condições de preparação dos treinadores e depois de melhoria das suas condições de trabalho”, sublinha o treinador guineense.

“A formação dos treinadores continua a ser a minha luta. Só com intercâmbio de experiências, em especial com os países da CPLP, poderemos evoluir. Só assim, no futuro, poderemos ter melhores treinadores,” vaticina, admitindo que, de momento, as condições ainda estão abaixo das expetativas.

“As condições de trabalho ainda não são as melhores, pois na Guiné-Bissau as autoridades e os clubes ainda não optaram pela profissionalização do futebol. Se o conseguirmos, acredito que as coisas irão melhorar. Com a profissionalização, a exigência será outra e depois as outras modalidades acabarão por seguir o exemplo do futebol.”

A experiência vivida durante a segunda reunião da Confederação Lusófona de Treinadores foi, garante Herculano Cubaba, “muito positiva”. E acrescenta: “levo para casa muito para partilhar com os meus colegas guineenses”.

“O ANDEBOL SERVE DE MODELO PARA OUTRAS MODALIDADES ANGOLANAS”

Garantia é de Vivaldo Eduardo, técnico que representou Angola na reunião da Confederação Lusófona de Treinadores

Vivaldo Eduardo, vice-presidente da Associação de Treinadores de Andebol de Angola e diretor técnico nacional da modalidade, foi o representante angolano na segunda reunião da Confederação Lusófona de treinadores, realizada em finais de setembro em Lisboa.

Com um espírito sempre bem-disposto, Vivaldo Eduardo falou-nos um pouco da sua experiência pessoal, recordando que se tornou treinador… por ser, nas suas palavras, “um contestatário” do seu próprio técnico.

“Fui jogador de nível médio baixo e contestava muito a forma como o meu treinador trabalhava. Um dia, por questões militares, ele teve de se afastar algum tempo e desafiou-me: “olha, durante um mês preciso que orientes a equipa nos treinos pois temos depois o campeonato nacional”. Isto foi em 1985, num clube militar chamado BCR. Comecei no Centro Desportivo Universitário e depois de terem fechado os clubes que tinham ligação com Portugal, após a independência, nasceram vários clubes militares, sendo o BCR um deles”, conta-nos Vivaldo Eduardo.

“Acabei por orientar a equipa durante esse mês, com bons resultados, e o treinador entendeu que deveria continuar, pois tinha queda para aquilo. Fui tirar o curso de Educação Física e desde então nunca mais parei. Tive passagens pelas seleções femininas de Angola, também uma curta passagem pela seleção do Congo Brazavile, e senti sempre a necessidade de melhorar a minha formação”. Daí que tenha dado o passo seguinte e ir à procura dessa formação.

“Por isso vim parar a Portugal, tendo trabalhado primeiro no Académico do Funchal, em 1993, sempre com formação. Aí o professor Pedro Sequeira avisava-me sempre que havia um curso e assim fui fazendo. Tenho formações em Portugal, Espanha e Alemanha,” sublinha, com orgulho.

Um orgulho que cresce quando nos fala da realidade atual do andebol angolano.

“O andebol em Angola está bem e recomenda-se, especialmente no sector feminino. É a disciplina mais medalhada de Angola: tem mais títulos africanos, mais participações e classificações em Jogos Olímpicos e Campeonatos do Mundo. Temos um sétimo e um oitavos lugares num Mundial entre 24 finalistas, coisa que nenhuma outra nação africana conseguiu. Também o andebol masculino atravessa uma boa fase, sendo a terceira potência africana, atrás do Egito e da Tunísia”, recorda.

Vivaldo Eduardo é, aos 52 anos de idade, vice-presidente da associação de treinadores de andebol de Angola e diretor técnico da federação de andebol.

“A formação resulta, mas é muito difícil em Angola, porque a maior parte dos treinadores não tem formação em Educação Física e os cursos que ministramos não estão ainda reconhecidos pelo Ministério da Educação. Essa é uma luta que estamos a travar,” diz, esperançado, ao mesmo tempo de elogia o papel da CLT.

“A Confederação Lusófona de Treinadores só pode ajudar todos os envolvidos. Costumamos dizer que é melhor copiar bem do que inventar mal. Desde 1993 acompanho a formação dos treinadores de andebol em Portugal e no que é possível levamos esses ensinamentos para Angola, mesmo que a realidade seja diferente. A CLT vai poder influenciar os nossos governamentos sobre a importância do papel do treinador. O andebol está em condições de servir de modelo para outras disciplinas em Angola”, garante.

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